O lugar do teatro: o espaço constrói relações e as relações constroem o espaço.
Observe a natureza do espaço físico do teatro: trata-se de um teatro convencional, com a separação usual entre palco e platéia? De um teatro de arena? De um espetáculo de teatro de rua? De uma representação de circo-teatro? A que faixas sociais e etárias de espectadores o teatro em questão parece dirigir-se predominantemente?
Trata-se de um edifício teatral construído para esse fim ou de um imóvel adaptado à função de teatro? Trata-se de um teatro inserido em uma instituição (universidade, shopping center, escola, etc)? Trata-se de uma representação desenvolvida em um espaço de outra natureza (hospital, igreja, escola) ocupado temporariamente para uma encenação específica?
Os espectadores sentam-se e assistem à representação em um espaço cênico único ou acompanham-na ao longo de um trajeto percorrendo, vários espaços cênicos diferentes?
O espetáculo concentra-se no palco ou espaço cênico específico para esse fim ou utiliza também outras áreas como o saguão e a platéia?
Que relações são construídas entre o plano da encenação e os espectadores: estes sentam-se e assistem ou são incitados a algum tipo de interação?
A concepção cênica: o jogo de construção de sentidos.
Há um cenário? Em caso afirmativo, quais as características deste: reprodução realista e detalhada de uma época ou lugar? Reprodução estilizada através de elementos essenciais sugeridos? Trata-se de um cenário simbólico, concebido de modo a figurar metaforicamente a atmosfera necessária à peça?
i. No caso do cenário realista, a que elementos de caráter social e/ou histórico ele remete?
ii. No caso do cenário não realista ou simbólico, trata-se de um cenário constituído de elementos modulados como cubos ou caixas com múltiplas funções? Que forças simbólicas ou que elementos conceituais encontram-se figurados nele?
O espaço ao qual a narrativa da peça remete é um lugar específico e real? É um lugar não especificado? É um lugar fictício ou simbólico? É um espaço único e central ou há diferentes localizações espaciais referidas?
O tempo ao qual a narrativa da peça remete é um tempo específico e cronológico ou um tempo mítico e lendário? É um tempo linear em decorrência ou há avanços e recuos na linha temporal?
A iluminação desempenha funções na recriação cênica do espaço (delimitando áreas espaciais diferenciadas) ou do tempo (diferenciando, por exemplo, o tempo do passado e o do presente)? Em caso afirmativo, com que características (cor de luz, intensidade de brilho) isso é feito?
O figurino tem caráter realista ou simbólico? As cores utilizadas e os modelos sugerem características específicas das personagens que os trajam?
A estrutura musical e sonora da peça desempenha um papel importante? Há efeitos sonoros? Há uma trilha musical? Em caso afirmativo, qual a função desta dentro da narrativa?
Enredo e personagens
A peça foi resultado do trabalho individual de um autor? De um processo de criação coletiva?
A peça resultou de um trabalho de criação de um texto dramatúrgico ou do desenvolvimento de oficinas que levaram à criação.final de um roteiro de encenação de caráter não textual?
A peça possui uma narrativa (ou seja, uma história representada)? A peça é baseada no desenvolvimento de uma linha de ação, ou seja, em ações praticadas pelas personagens?
i. Em caso de haver uma narrativa, trata-se de uma narrativa desencadeada através de um conflito exterior às personagens (protagonista X antagonista, por exemplo) ou interiorizado e processado em sua subjetividade ? Há uma ação que “progride” na direção de um clímax através da tensão dramática ou a peça não apresenta uma linha de crescimento da tensão?
ii.Há um ponto de vista implícito na peça?
iii. Em caso de não haver uma narrativa central, que elementos ocupam o lugar da narrativa: pequenos diálogos que formam seqüências interrompidas de narrativas? Monólogos das personagens? Episódios separados sem efeito seqüencial? Qual o efeito disso do ponto de vista da crítica social sugerida pelo autor?
A estrutura formal do enredo remete a uma forma específica (tragédia, comédia, melodrama, farsa) ou a uma combinação de características formais diversas? Nesse caso, quais são as características combinadas? Qual a estética dramatúrgica predominante (realista, expressionista, épica, etc)?
As personagens são indivíduos dotados de uma psicologia particularizada ou são figuras de caráter genérico ou coletivo? A representação delas é desenvolvida de forma realista ou estilizada? Qual o efeito disso?
Opções da direção
No caso de peças tradicionais ou de clássicos do teatro, a linha do espetáculo procurou reproduzir os padrões da tradição implícita ou procurou constituir uma nova leitura dela? De que forma, e com que resultados? Há uma releitura motivada por algum tema específico da peça reinterpretado á luz de algum problema ou tema contemporâneo?
No caso de peças inéditas, que linguagens e estilos de representação foram utilizados na construção da peça (realismo, expressionismo, épico, etc.)
No caso de peças da dramaturgia recente, o que parece ter motivado a escolha desse texto específico por parte do diretor ou grupo?
Que elementos de crítica social ou de reflexão filosófica encontram-se presentes na encenação, e de que forma esses elementos dialogam com a natureza do texto ao qual remetem?
Qual a recepção do espetáculo por parte da crítica, e que elementos dele foram ressaltados?
quinta-feira, 18 de outubro de 2012
domingo, 16 de setembro de 2012
Viver é correr risco
Rir , é correr o risco de parecer tolo.
Chorar, é correr o risco de parecer sentimental
Estender a mão é correr o risco de se envolver.
Expor seus sentimentos é correr o risco de mostrar quem você é de verdade
Defender seus sonhos, idéias é correr o risco de perder amigos.
Amar é correr o risco de não ser correspondido.
Viver, é correr o risco de morrer.
Confiar é correr o risco de se decepcionar
Tentar é correr o risco de fracassar
Mas os riscos devem ser corridos, pois dentre todas as coisas, a mais arriscada é simplesmente não arriscar em nada.
A vida é correr riscos.
Você assume riscos com objetivos maiores pra sua vida.
Não se amedronte com novos desafios.
Eles são importantes para o seu crescimento e formam o caminho certo para o seu sucesso.
Chorar, é correr o risco de parecer sentimental
Estender a mão é correr o risco de se envolver.
Expor seus sentimentos é correr o risco de mostrar quem você é de verdade
Defender seus sonhos, idéias é correr o risco de perder amigos.
Amar é correr o risco de não ser correspondido.
Viver, é correr o risco de morrer.
Confiar é correr o risco de se decepcionar
Tentar é correr o risco de fracassar
Mas os riscos devem ser corridos, pois dentre todas as coisas, a mais arriscada é simplesmente não arriscar em nada.
A vida é correr riscos.
Você assume riscos com objetivos maiores pra sua vida.
Não se amedronte com novos desafios.
Eles são importantes para o seu crescimento e formam o caminho certo para o seu sucesso.
domingo, 9 de setembro de 2012
Qual o seu sonho?
Às vezes me pergunto qual o sentido da vida se não fossem os
sonhos...
Viver por viver, sem metas, sem objetivos, sem um motivo
maior que impulsione suas ações e que faça sua vida valer a pena.
Ei, você qual o seu sonho? Por que você está vivo? O que você
pretende alcançar? Onde você quer chegar?
Não. Não é possível que você não tenha respostas pra essas
perguntas...
Claro que tem.
Para um pouco... Escuta a voz que fala lá dentro de você,
lembra de quando era criança e te perguntavam: o que você quer ser quando
crescer? Qual era a resposta?
Jogador de futebol, astronauta, dentista, engenheiro, advogada,
cantora, apresentadora de tv, ator, pintor, veterinária, presidente da república?
Sim é isso...
O que? Disseram que não era possível, que você não ia conseguir
que isso era piada?
Como assim, com que poder? Baseado em que?
De onde você acha que foi construída a realidade que temos
hoje? Com tantos profissionais, tantas invenções, tantos artistas, tantas
conquistas?
O mundo não seria o que é hoje se não houvesse tantos
malucos que ousaram e acreditaram em seus sonhos e por eles trilharam uma
grande jornada cheia de obstáculos e desafios, vencendo cada um deles para
chegarem ao objetivo alcançado.
Baseado nessa realidade eu te afirmo, você também pode! Se todos
eles alcançaram é sinal que é possível...
Por que eu chamei os sonhadores de malucos? Ora bolas, por
que para realizar nossos sonhos, temos que por muitas vezes cometer loucuras.
Sair de casa, terminar um namoro, mudar de cidade, fazer renúncias...
E nada disso é fácil, tomar certas decisões, tomar certas
atitudes, pode ser maluquice...
E não seria mesmo maluquice deixar toda uma vida para trás
em busca de algo incerto.
Incerto?
E quem disse que era incerto? O primeiro passo para a
realização é saber o que quer, o segundo é acreditar, ter a certeza que dará
certo.
Sabendo o que você quer, e acreditando que é possível você
tem que se jogar...
Ir à luta!
Mas ao ir à luta, você tem que sonhar com os pés no chão,
sabendo que não será uma jornada fácil... Que muitas pedras irão surgir ao
longo do caminho. E diante de uma grande dificuldade reunir forças para
enfrentar de cabeça erguida, mesmo que isso no momento te faça sofrer.
É não é nada fácil...
Renúncias, sofrimentos...
Mas sabia que é justamente isso que da o sabor da vitória...
Quando você olha para trás, e ver tudo que teve que renunciar
e por todos os sofrimentos que teve que enfrentar, é nessa hora que com lágrimas
nos olhos você da aquele suspiro e fala com a voz cheia de emoção: valeu a
pena! Eu consegui porra!
Ufa...
Então? Duvido que aquele seu sonho mais íntimo não tenha
despertado...
O que ta esperando? É hora de agir, traçar metas, saber por
onde começar, que caminho percorrer, quais os desafios, as renuncias necessárias...
Ninguém poderá agir por você.
Só depende de você!
Só não vale depois passar o resto da vida se lamentando,
usando das mais variadas desculpas para justificar o seu fracasso.
Nem muito menos esperar a hora certa pra agir.
Você não pode desistir sem antes ter tentado.
Você tem que tentar e a hora certa é AGORA!
O futuro é você quem faz!
Anda levanta essa bunda daí e vai em busca dos seus sonhos!
E não esqueça: nunca é tarde pra começar!
Mas também não deixe pra começar depois.
Você não pode deixar
a vida passar e continuar de braços cruzados.
É tempo de agir, e só você pode escolher se no amanhã você
será conhecido como alguém que sonhou e lutou e conquistou ou simplesmente como
alguém que sonhou e deixou a vida te levar.
Denílson David
sábado, 8 de setembro de 2012
segunda-feira, 27 de agosto de 2012
Morrer é ridículo.
Assisti a algumas imagens do velório do Bussunda, quando os colegas do Casseta & Planeta deram seus depoimentos.
Parecia que a qualquer instante iria estourar uma piada.
Estava tudo sério demais, faltava a esculhambação, a zombaria, a desestruturação da cena.
Mas nada acontecia ali de risível, era só dor e perplexidade, que é mesmo o que a morte causa em todos os que ficam.
A verdade é que não havia nada a acrescentar no roteiro: a morte, por si só, é uma piada pronta. Morrer é ridículo.
Você combinou de jantar com a namorada, está em pleno tratamento dentário, tem planos pra semana que vem, precisa autenticar um documento em cartório, colocar gasolina no carro e no meio da
tarde morre. Como assim? E os e-mails que você ainda não abriu, o livro que ficou pela metade, o telefonema que você prometeu dar à tardinha para um cliente?
Não sei de onde tiraram esta idéia: morrer.
A troco? Você passou mais de 10 anos da sua vida dentro de um colégio estudando fórmulas químicas que não serviriam pra nada, mas se manteve lá, fez as provas, foi em frente. Praticou muita educação física, quase perdeu o fôlego, mas não desistiu.
Passou madrugadas sem dormir para estudar pro vestibular mesmo sem ter certeza do que gostaria de fazer da vida, cheio de dúvidas quanto à profissão escolhida, mas era hora de decidir, então decidiu, e mais uma vez foi em frente.
De uma hora pra outra, tudo isso termina numa colisão na freeway, numa artéria entupida, num disparo feito por um delinqüente que gostou do seu tênis.
Qual é? Morrer é um cliche.
Obriga você a sair no melhor da festa sem se despedir de ninguém, sem ter dançado com a garota mais linda, sem ter tido tempo de ouvir outra vez sua música preferida. Você deixou em
casa suas camisas penduradas nos cabides, sua toalha úmida no varal, e penduradas também algumas contas. Os outros vão ser obrigados a arrumar suas tralhas, a mexer nas suas gavetas, a apagar as pistas que você deixou durante uma vida inteira.
Logo você, que sempre dizia: das minhas coisas
cuido eu.
Que pegadinha macabra: você sai sem tomar café e talvez não almoce, caminha por uma rua e talvez não chegue na próxima esquina, começa a falar e talvez não conclua o que pretende dizer. Não faz exames médicos, fuma dois maços por dia, bebe de tudo, curte costelas gordas e mulheres magras e
morre num sábado de manhã. Se faz check-up regulares e não tem vícios, morre do mesmo jeito.
Isso é para ser levado a sério?
Tendo mais de cem anos de idade, vá lá, o sono eterno pode ser bem-vindo.
Já não há mesmo muito a fazer, o corpo não acompanha a mente, e a mente também já rateia, sem falar que há quase nada guardado nas gavetas. Ok, hora de descansar em paz. Mas antes de viver tudo, antes de viver até a rapa? Não se faz.
Morrer cedo é uma transgressão, desfaz a ordem natural das coisas. Morrer é um exagero. E, como se sabe, o exagero é a matéria-prima das piadas.
Só que esta não tem graça.
Pedro Bial
quarta-feira, 22 de agosto de 2012
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